Pensamento
HUMILDADE E GRATUIDADE (22 D.)

  • - Dizia S. Teresa de Ávila: "uma vez estava eu a considerar por que razão era Nosso Senhor tão amigo desta virtude da humildade e veio-me isto ao pensamento: é por Deus ser a suma verdade e a humildade é andar na verdade
    ".
  • - A humildade é então aceitar que Deus é a verdade. A verdade nem está no mundo nem em nós mesmos! Nós devemos aceitar essa suma verdade que é Deus!
  • - O orgulho e a arrogância não permitem o diálogo. Muito menos a partilha e a união. Levam-nos a considerar que somos demasiado importantes e que não precisamos de ninguém!
  • - A humildade produz a comunhão: antes de mais com Deus. Como nos diz a Carta aos Hebreus: “Vós aproximaste-vos de uma reunião festiva... de Deus, dos justos...”.
  • - Jesus não tem nada contra os almoços de família ou entre amigos, pois o Evangelho mostra que os apreciava...
  • - Por isso, a indicação de convidar os cegos, os coxos, os pobres... numa linguagem muito ao jeito dos profetas, espelhada depois no Magníficat de Nossa Senhora, significa que Jesus quer de nós uma humildade alegre e activa.
  • - Jesus quer de nós uma humildade alegre, que ama gratuitamente, à maneira de Jesus. É uma humildade para a verdade, sabendo que a verdade está só em Deus!   É uma humildade para a comunhão!
 
ESCOLHER A PORTA (21º Dom-C)

 

  • Se houvesse predestinação, como chegou a ser pensado ao longo da história, seria tudo muito mais fácil. Deus poderia escolher livremente uns quantos para lhe fazerem companhia e o problema estava resolvido.  Porém, na Constituição do Reino, a salvação é absolutamente democrática e todos estão no mesmo ponto de partida. Nem a raça, nem a família, os bens ou a profissão dão acesso directo...
  • - Jesus não está muito preocupado com a Matemática! Não responde à questão de se saber se são muitos ou “poucos os que se salvam”!
  • - Para Jesus, o importante é viver de tal modo que a nossa vida seja já um sim ao convite para entrarmos.
  • - E para participarmos no Banquete do Reino, é importante que a vida seja um saborear constante dos aperitivos do Reino: o vinho da bondade, o bolo da justiça, o tempero da conversão e a fruta fresca da oração...
  • - Não basta um querer oportunista de última hora, como se pudéssemos puxar dos galões: “Olha que nós somos importantes”, até “comemos contigo”!
  • - Não é possível “meter cunhas”! Cada um vale pelas suas escolhas!   E não me posso atrasar deixando fechar a porta!
  • - A escolha de fundo está em entrar pela porta estreita (as próprias construções do tempo tinham uma porta estreita para a rua e uma porta larga por onde passavam as lenhas...).
  • - Enquanto a porta larga é caracterizada pela lei do menor esforço, em que o grande critério será a satisfação do próprio egoísmo, na porta estreita, eu pergunto: “O que é que Deus quer de mim”? ou “O que é que me diz a minha consciência”?
  • - Saibamos escolher a porta (estreita) da responsabilidade e da caridade!

 

 


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